A RADIO MARÉ é um poderoso instrumento da educação não formal com o caminho para o exercício de uma cidadania consciente, reafirmando práticas culturais coletivas responsáveis pela consolidação de uma identidade cultural determinada.

Esse sentido “positivo”, afirmativo”, por meio do qual a Radio Maré é forjada pela comunidade, dá bem a dimensão do processo de construção coletiva e de gestão compartilhada da Radio Maré que representa os interesses plurais da comunidade da Maré, a utilização da Radio Maré em prol dos interesses coletivos, com o engajamento da comunidade nos dá um produto da construção coletiva, ampliando o grau de consciência política e social, permitindo o efetivo exercício da cidadania por meio da participação popular ativa nos processos de cidadania e não como mero instrumento de marketing.

Ela se funde as manifestações culturais, apaga as diferenças e ressalta só os pontos comuns, a Rádios Maré é comprometidas com as causas coletivas, busca por meio de sua programação evidenciar a pluralidade de manifestações culturais de grupos e indivíduos na projeção de uma segmentação que é sempre resultado de uma ampla participação popular.

Se a mídia convencional muitas vezes induz o comportamento passivo, a Radio Maré, com sua proposta de produção coletiva da programação e de gestão compartilhada e representação da pluralidade e da diversidade culturais, abre-se a receptiva ás diferenças e incentiva o exercício da cidadania e da participação social.

Além disso, a prática da cidadania por meio dos processos participativos comunitário transfere á mídia o papel de cobrar das autoridades competentes a resolução dos problemas comunitários.

A Radio Maré e a comunidade fundem-se em uma só estrutura, traduzindo a nova face da esfera publica social contemporânea, em que se fortalece a Radio Maré, que se confronta, abertamente, com os poderes constituídos, exigindo o atendimento de suas reivindicações e o respeito aos direitos coletivos essenciais.

Essa vivencia cidadã por meio da participação coletiva na construção de uma mídia própria, além de fortalecer os laços de solidariedade na comunidade, combate as práticas de mistificação de comunicadores, contribuindo para reduzir a influencia dos grandes conglomerados de comunicação e consolida essa nova esfera publica social midiatizada.

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